Faturamento em Home Care

por Max Artur - Publicado em: 31/03/2019


O faturamento hospitalar é uma das atividades mais complexas de um serviço de saúde. Para a sua boa execução é necessário ter amplo conhecimento sobre uma série de regras, rotinas, cálculos, códigos, tabelas, contratos e, acima de tudo, um excelente relacionamento interpessoal com profissionais e auditores das Operadoras de saúde. Em Home Care esses valores também são requeridos, porém, o processo em si é realizado de uma maneira um pouco diferente.


Nos Hospitais, há que se fazer cálculo para diárias, diferenciação entre período noturno e diurno, finais de semana, horário de entrada e saída em diferentes alas do serviço e outras variáveis. Em Home Care, por sua vez, o valor considerado é apenas do procedimento em si, ou seja, da visita do profissional, não importando horário do dia ou final de semana. O valor é único, estipulado em contrato.


Em Home Care a quantidade de profissionais é reduzida, não havendo necessidade de cálculo, por exemplo, para auxiliares ou anestesistas. Em 95% dos casos os profissionais de Home Care limitam-se a Médico visitador, Enfermeiro visitador, Técnicos de Enfermagem, Fonoaudiólogos, Nutricionistas e Fisioterapeutas. Outros profissionais são solicitados em casos muito específicos.


Enquanto nos hospitais o faturamento é realizado em sua maior parte após o término do tratamento, das internações ou com altas administrativas (exceto em alguns casos que necessitem de liberação prévia), em Home Care o processo é diferente. Neste caso o faturamento é baseado em um orçamento precificado que deve ser autorizado pela operadora antes da realização de qualquer serviço. Mesmo que ocorra alguma urgência e exista a necessidade de solicitação de algum aditivo, o mesmo deverá ser previamente autorizado antes do início do processo de faturamento. Desse modo, em Home Care o faturista já sabe, exatamente, quais valores cobrar por cada procedimento ou despesa, não podendo cobrar valor diferente daqueles que já foram autorizados. Sem autorização prévia não há possibilidade de iniciar o faturamento.


Em Hospitais há uma enorme quantidade de Guias. Em Home Care emite-se apenas duas guias: Guia de Resumo de Internação e Anexo de Outras Despesas. A Guia de Solicitação de Internação é utilizada, porém é preenchida e enviada pela Operadora, sendo um dos pré-requisitos para entrega das faturas e auditoria.


Tanto para Hospitais quanto para Home Care é necessário ter amplo e total conhecimento dos padrões TISS e conceitos de XML. Estamos na vigência da implementação da versão 03.04.00 e algumas operadoras ainda trabalham com a versão 2.02.03. Não há possibilidade de algum profissional querer ingressar nessa área sem o conhecimento total desses padrões, correto preenchimento das Guias e das atuais tabelas SIMPRO e BRASÍNDICE.


Logo, para as empresas de Home Care funcionarem bem, é imprescindível terem um profissional com bom conhecimento da área, devidamente atualizado com as rotinas desse serviço e um bom software de faturamento e gestão próprio para essa atividade, com as rotinas já estipuladas de acordo com a prática vigente.



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Dr. Max Artur Castelo Branco Zardini Júnior
Médico – CRMDF 21.962
Programador. Desenvolvedor do software EASYHOME Suite para gerenciamento de Home Care
Desenvolvedor do site prismacare.com.br
Sócio-proprietário da empresa PRISMA – Home Care em Brasília-DF.




Imagens: Designed by mindandi / Freepik | Desenvolvido por: Max Artur 

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